
Estamos, muito provavelmente, a poucas semanas de mais um grande lançamento da Apple. A empresa se prepara para apresentar o iPhone 17e, sucessor direto do iPhone 16e, que chegou ao mercado em fevereiro de 2025. Os rumores indicam que, embora mantenha a essência de seu antecessor, o novo modelo deve trazer melhorias muito bem-vindas, corrigindo falhas da geração passada. Ao mesmo tempo, informações sobre o iPhone Air 2 sugerem que a gigante de Cupertino está pronta para estabelecer um novo padrão de inovação em smartphones, focando em bateria e design ultrafino.
Design e a Chegada da Ilha Dinâmica
O iPhone 17e deve manter uma estética muito próxima à do iPhone 16e, preservando a tela de 6,1 polegadas, a câmera traseira de lente única e as opções de cores preto e branco. Contudo, há uma mudança visual que pode fazer toda a diferença: a substituição do antigo “notch” (aquele recorte no topo da tela) pela Ilha Dinâmica (Dynamic Island).
Caso se confirme, essa alteração modernizaria significativamente o visual do aparelho. A Ilha Dinâmica, um recorte em formato de pílula que abriga o sistema de câmera TrueDepth, ocupa menos espaço e oferece uma integração de software superior. Ela permite interações com alertas, notificações e Atividades ao Vivo, como acompanhar a chegada de um carro de aplicativo ou o placar de um jogo, além de exibir indicadores de privacidade. No entanto, algumas fontes ainda são cautelosas e sugerem que a Apple pode manter o entalhe antigo, o que deixaria a atualização visual menos impactante.
Tela e Limitações Técnicas
Apesar da possível mudança no recorte, o painel de exibição do iPhone 17e deve ser o mesmo do modelo anterior, o que implica na limitação da taxa de atualização a 60Hz. Enquanto a linha principal do iPhone 17 já adotou a tecnologia ProMotion de 120Hz — que garante rolagens mais fluidas —, o modelo “e”, por ser mais acessível, ficará de fora dessa melhoria.
Outro recurso que deve permanecer ausente é a tela Sempre Ativa (Always-on Display). Para suportar essa tecnologia sem drenar a bateria, seria necessário um painel OLED capaz de reduzir o brilho a 1 nit, algo reservado aos modelos mais caros da marca. Rumores apontam, porém, que a Apple pode ter reduzido as bordas da tela, o que aumentaria ligeiramente a área útil de visualização.
Desempenho com o Chip A19
Sob o capô, espera-se que o iPhone 17e utilize o chip A19. Fabricado no processo aprimorado de 3 nanômetros (N3P), o processador promete um ganho de desempenho entre 5% e 10% em relação ao A18. Entretanto, é provável que a Apple utilize uma versão com clock reduzido ou menos núcleos de GPU para diferenciar este modelo dos topos de linha. O A18 usado no iPhone 16e, por exemplo, tinha uma GPU de 4 núcleos em vez de 5, e essa estratégia deve se repetir.
Ainda assim, o A19 trará avanços no motor de exibição e no processamento de imagem, além de um Neural Engine aprimorado para tarefas de inteligência artificial. A memória RAM deve se manter em 8GB, suficiente para rodar os recursos atuais, embora inferior aos 12GB dos modelos mais robustos.
A Volta do MagSafe e Câmeras
Uma das falhas mais criticadas no iPhone 16e foi a ausência de ímãs para carregamento MagSafe. O iPhone 17e deve corrigir isso, trazendo compatibilidade total com o ecossistema de acessórios magnéticos da marca. Isso não apenas permite o uso de carteiras e suportes, mas também eleva a velocidade de carregamento sem fio de 7,5W para 15W.
No departamento de fotografia, a expectativa é de continuidade: uma câmera traseira grande-angular de 48 megapixels e uma frontal de 12 megapixels. O novo botão de Controle de Câmera e os sensores de selfie de 18 megapixels dos modelos mais caros não devem aparecer nesta versão de entrada.
Inovação Radical com o iPhone Air 2
Enquanto o iPhone 17e foca no custo-benefício, o iPhone Air 2 promete redefinir o que esperamos de um smartphone premium, atacando as principais dores dos usuários: bateria, tela e aquecimento. O dispositivo deve integrar as novas baterias de silício-carbono, uma tecnologia que oferece uma densidade energética de 40% a 60% maior que as baterias tradicionais de íon de lítio.
Essa mudança é fundamental. Ela permite que a Apple coloque uma bateria de maior capacidade em um corpo mais fino, ou mantenha a autonomia reduzindo drasticamente o peso do aparelho. Combinado a isso, o uso de novos painéis OLED mais finos (com tecnologia COE) ajuda a liberar espaço interno, garantindo que o design “Air” não comprometa a duração da carga no dia a dia.
Gerenciamento Térmico e Câmeras Avançadas
Um smartphone ultrafino enfrenta grandes desafios de dissipação de calor. Para o iPhone Air 2, a Apple está desenvolvendo sistemas avançados de gerenciamento térmico que garantem a performance mesmo em tarefas pesadas, como edição de vídeo ou jogos. A tela também deve ser beneficiada pela nova tecnologia de encapsulamento, entregando mais brilho com menor consumo de energia.
Nas câmeras, o Air 2 não quer ficar para trás. Espera-se a adição de uma lente ultra-angular secundária, ampliando as possibilidades criativas para fotos de paisagens e grupos. Além disso, a integração de zoom digital via inteligência artificial promete entregar imagens nítidas sem a necessidade de lentes telefoto volumosas, mantendo a elegância do design.
Desafios de Produção
Toda essa inovação traz riscos. A produção em massa de baterias de silício-carbono e a integração de painéis tão finos exigem um controle de qualidade rigoroso. A Apple, conhecida por sua cautela, precisará garantir que essas novas tecnologias sejam confiáveis antes de colocá-las nas mãos de milhões de consumidores. Se bem-sucedido, o iPhone Air 2 não será apenas um aparelho bonito, mas um marco de eficiência e design na história da telefonia móvel.
