
A Samsung dominou a arte de atirar para todos os lados no mercado de smartphones. Seja para quem precisa apenas de um celular confiável que não peça socorro na metade do dia, até os entusiastas de tecnologia dispostos a desembolsar cifras astronômicas por um dobrável de última geração, a fabricante sul-coreana tem uma carta na manga. Se você está pensando em trocar de aparelho, a escolha vai depender muito do seu apetite financeiro e do que você considera essencial. Vamos destrinchar o cenário atual, das pechinchas aos vazamentos mais quentes.
A Soberania do Custo-Benefício
Para quem colocou um teto de R$ 2.000 e quer fugir de dores de cabeça, a Samsung tem dominado essa faixa de preço com mão de ferro, entregando especificações que há pouco tempo eram exclusividade da alta gama.
Pegue o Galaxy A25 como exemplo. Lançado em janeiro de 2024, ele ainda é um guerreiro de entrada que envelheceu muito bem. A tela Super AMOLED de 6,5 polegadas em Full HD+ é um espetáculo à parte, entregando aquele contraste profundo e cores vivas típicos da marca, com 1.000 nits de brilho para você não ter que fazer sombra com a mão debaixo do sol. Para a galera dos games, a tela de 120 Hz garante uma fluidez que muda o jogo. Por baixo do capô, o chip Exynos 1280 dá conta do recado, apoiado por uma bateria de 5.000 mAh que, em um uso tranquilo, aguenta dois dias longe da tomada. E um ponto fortíssimo: ele tem quatro anos de atualizações do Android e cinco de segurança, uma longevidade rara nessa categoria.
Subindo um pouco o sarrafo, caímos no Galaxy M35. Chegou em maio de 2024 entregando uma experiência um pouco mais robusta com seu painel de 6,6 polegadas. Aqui a performance ganha um belo fôlego com o processador Exynos 1380, emparelhado com ótimos 8 GB de RAM e 256 GB de armazenamento interno (expansível até 1 TB). O conjunto fotográfico liderado pela lente de 50 MP entrega fotos excelentes para o dia a dia, fazendo dele uma das opções mais parrudas para quem foca em produtividade sem gastar tubos de dinheiro.
Agora, se você preza por durabilidade e um design um pouco mais refinado, o Galaxy A35 e o Galaxy A56 são os verdadeiros pesos-pesados intermediários. O A35 compartilha o coração do M35 (o mesmo chip Exynos 1380), mas traz o vidro Gorilla Glass Victus+, o que dá uma paz de espírito absurda contra arranhões e quedas acidentais. Já o A56, recém-chegado em 2025, pisa no acelerador com uma construção premium em metal, 1.200 nits de brilho e o mais ágil Exynos 1580, que bate a casa dos 2,9 GHz de velocidade. Ele já sai da caixa rodando o Android 15 com a novíssima One UI 7, cimentando seu lugar como um quase-topo-de-linha.
A Nova Realidade Salgada dos Dobráveis
Você economizou na linha A, mas se a sua ambição envolve dobrar a tela do seu celular, prepare o bolso. O cenário da alta gama está passando por um reajuste pesado, e os vazamentos mais recentes sobre a próxima geração de dobráveis da marca não são exatamente convidativos para o seu cartão de crédito.
O burburinho aponta que, em julho deste ano, veremos o lançamento dos novos Galaxy Z Fold 8, Galaxy Z Flip 8 e uma nova variante mais larga do Fold. O detalhe amargo é o preço. Impulsionada pelo aumento nos custos de memória e componentes, a Samsung deve subir a régua. O Z Flip 8 básico pode chegar beirando os 1.200 dólares, enquanto a versão mais larga do Fold 8 deve bater a casa dos 1.800. Se você estiver de olho no todo-poderoso Fold 8 Ultra, a brincadeira pode passar dos 2.100 dólares, coroando-o como o celular mainstream mais caro já feito pela empresa.
A fabricante sabe que esse choque de realidade afasta muita gente, especialmente com a Apple supostamente preparando o terreno para o seu primeiro dobrável. Para adoçar a pílula, fontes da cadeia de suprimentos indicam que a Samsung vai entupir a pré-venda de bônus, supervalorizar aparelhos usados nas trocas e dar upgrades gratuitos de armazenamento.
O que irrita, falando francamente, é o que não vem na caixa. Você paga mais de dois mil dólares em um aparelho e ele continua vindo sem carregador e sem capinha. É uma decisão difícil de engolir e que soa apenas como uma forma de inflar ainda mais a margem de lucro, mascarada de preocupação ambiental.
Ainda assim, as atualizações de hardware podem justificar o investimento para os fãs mais assíduos. A promessa é que o Fold 8 resolva as maiores queixas da comunidade: a bateria finalmente deve saltar dos antigos 4.400 mAh para redondos 5.000 mAh, acompanhada de um carregamento rápido de 45 W. Mais do que isso, a famigerada S Pen deve fazer seu retorno triunfal após pular uma geração.
A grande questão que fica é a mesma do mercado automotivo de luxo: a máquina é inegavelmente fantástica e resolveu seus gargalos de bateria e usabilidade. Mas cobrar o preço de um carro usado para entregar uma caixa pelada é uma estratégia que exige muita lealdade do consumidor. A linha de base da Samsung nunca esteve tão boa e acessível, mas o seu teto nunca foi tão proibitivo.
